Perturbação do Espectro do Autismo, pela Drª Andreia Monteiro

O que são as Perturbações do Espectro do Autismo?

As PEA são consideradas Perturbações Pervasivas do Desenvolvimento, que interferem, sobretudo, com as competências de comunicação e interação social da criança. Estas crianças apresentam interesses restritos e comportamentos repetitivos.

As PEA manifestam-se em todos os grupos raciais, étnicos e sociais, sendo cerca de 4 vezes mais frequente no sexo masculino.

A gravidade dos sintomas pode variar desde quadros, relativamente, funcionais até aos mais severos.

 

O que causa as PEA?

Atualmente, a comunidade científica, ainda não encontrou uma explicação definitiva para a sua origem, contudo fatores genéticos parecem estar envolvidos nestas perturbações.

 

Quais são os sinais e sintomas das PEA?

Se pensarmos no dia-a-dia das crianças, as crianças com PEA, apresentam uma série de comportamentos incomuns precocemente:

-Preferem estar isoladas;

-Evitam o contacto ocular e mostram desinteresse pela voz humana;

-Não direcionam o olhar ou não respondem quando chamam pelo seu nome;

-Revelam indiferença às demonstrações de afeto;

-Ausência ou escassez de expressividade facial face às tentativas de interação;

-Comunicação verbal, normalmente, afetada verificando-se um atraso ou mesmo ausência de fala. Quando presente, o discurso pode manifestar algumas alterações, como ecolalia (repetição de vocalizações proferidas por outra pessoa);

-Comunicação não-verbal afetada, em idades precoces a criança não é capaz de apontar para fazer constatações, verifica-se a utilização instrumental do adulto para obter o que pretende e ausência do sorriso social;

-Interesses restritos;

-Ausência do de jogo de faz-de-conta;

-Apresentam, frequentemente, rotinas rígidas, cujas modificações ou alterações causam grande desconforto (por exemplo, mudança na forma como os seus brinquedos estão alinhados ou alterações nos trajetos habituais).

-Estão presentes, em grande parte das crianças, estereotipias (comportamentos de auto-regulação, caracterizados por movimentos repetitivos do corpo ou de objetos).

-Dificuldades em partilhar e expressar emoções;

 

Quando surge o diagnóstico das PEA?

Normalmente surge a partir dos 3 anos de idade, embora dependa sempre da condição de cada criança. Os pais são, frequentemente, os primeiros a notar que há algo de “estranho” com a criança, principalmente, quando possuem um filho/a com desenvolvimento normal.

O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação da criança por um pedopsiquiatra, neuropediatra ou pediatra do desenvolvimento e por uma equipa técnica especializada na área das PEA.

Existem, atualmente, vários instrumentos, escalas ou questionários que facilitam a avaliação e sustentam o diagnóstico nas PEA.

 

Existe cura para as PEA?

Atualmente não existe cura para as PEA. No entanto, a intervenção terapêutica precoce ao nível da Psicologia, Terapia da fala e Terapia Ocupacional minimizam as consequências desta problemática, potenciando o desenvolvimento destas crianças. A intervenção incide, principalmente, nas áreas que caracterizam a problemática: a interação social, a comunicação, o comportamento e os interesses. A intervenção deve ser organizada e estruturada de forma progressiva e de acordo com os défices de cada criança, sendo que os pais são parte integrante de todo o processo. A terapia familiar pode, também, ser um importante recurso para ajudar a família a desenvolver estratégias para lidar com os desafios do quotidiano. De acordo com a maioria dos autores, a intervenção, sendo precoce, contínua e adequada, altera, positivamente, o prognóstico.

Se revê o seu filho/a em alguns dos aspetos mencionados, não permaneça na dúvida e contacte a Marca Da Mente. Dispomos de uma equipa médica e técnica especializada para o ajudar.

 

 

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